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Bom dia e uma belíssima semana!

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

"De perto conheço o amor.

De longe conheço a bondade.

Hoje conheço quem amo de verdade."

•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°•°

Beijo imenso...

♫ Дlмα ♫

 

http://i347.photobucket.com/albums/p466/murmuriosdalma/PSILOVEYOU.jpg

1 day ago
Ceu Rosáriowrote:
Poema de Rosa Lobato Faria

“Ele tirou a roupa com elegância e o seu corpo nu era bem a prova da existência do deus que criou o homem ao sétimo dia e descansou. Olhou-a sem a tocar e disse, tira a pulseira, os brincos, esse fio de ouro, quero-te nua, estás cheia de símbolos de classe social e agora não és nada disso, és um bicho soberbo, felino, em pleno cio. Ela obedeceu sem tirar os olhos dos seus olhos daquele dia, e ele procurou a boca dela pelo caminho das coxas, do ventre, dos seios, dos olhos, das orelhas, purificou-se na humidade dos lábios, disse palavras tontas, cântaro, barco à vela, fada, gueisha, camélia, tangerina, iniciou o caminho de volta enquanto as mãos ensaiavam voos de gaivota pela praia, pelos ombros, as costas, as nádegas, e os dedos festejavam e dizia palavras. E o corpo dela de tocaia suspenso entre o céu e a terra, oferecendo-se àquela língua sábia, enquanto o coração, ai dele, se afogava em marés ilimitadas. A sua branca, feminina garganta navegou em todos os cambiantes do murmúrio e do grito, e na hora vermelha, solta de todas as amarras, ouviu-se dizer palavras espantosas, morde-me, inunda-me, mata-me, quero que todos saibam que sou a tua coisa, a tua fêmea, ai.”

In “Os pássaros de seda”


http://seila.blogs.sapo.pt/arquivo/Rosa.gif


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Olá querida amiga!

Passei aqui para dar-te um beijinho, e desejar-te uma ótima semana.

Céu

♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥.♥
6 days ago
Poema de Rosa Lobato Faria
Quem me quiser há-de saber as conchas
a cantiga dos búzios e do mar.
Quem me quiser há-de saber as ondas
e a verde tentação de naufragar.


Quem me quiser há-de saber as fontes,
a laranjeira em flor, a cor do feno,
a saudade lilás que há nos poentes,
o cheiro de maçãs que há no inverno.


Quem me quiser há-de saber a chuva
que põe colares de pérolas nos ombros
há-de saber os beijos e as uvas
há-de saber as asas e os pombos.


Quem me quiser há-de saber os medos
que passam nos abismos infinitos
a nudez clamorosa dos meus dedos
o salmo penitente dos meus gritos.


Quem me quiser há-de saber a espuma
em que sou turbilhão, subitamente
- Ou então não saber coisa nenhuma
e embalar-me ao peito, simplesmente
Feb. 2
Nanda Neveswrote:
 
 
 * .*. * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
* . * . *. * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
.* . * . * . * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
 
Ola minha querida ...
Uma semana muito feliz !!
Beijinhos
 
* .*. * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
* . * . *. * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
.* . * . * . * .* .* .*. * .* .* .*. * .* .* .*.
Feb. 1
fatima mariawrote:
beijokas doces querida celina
Feb. 1
Melodie M.M.wrote:
+*°*+-.._~~~~~ _..-+*°*+-.._~~~~ _..-+*°*+
Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
Por virtude do muito imaginar;
Não tenho logo mais que desejar,
Pois em mim tenho a parte desejada.
Se nela está minha alma transformada,
Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sómente pode descansar,
Pois consigo tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que, como o acidente em seu sujeito,
Assim coa alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
[E] o vivo e puro amor de que sou feito,
Como matéria simples busca a forma.
Luis de Camões.
Adoro a tua amizade... sem amigos não sou ninguém
Beijinho e muito carinho
Melodie
+*°*+-.._~~~~~ _..-+*°*+-.._~~~~ _..-+*°*+
Jan. 26
Cara Celina,
Para que não exista nenhum lapso, deixo aqui o esclarecimento: O meu espaço - At Sofia's - PALAVRAS DOS OUTROS é uma colectânea de "Palavras, textos, excertos, pensamentos de Autores (identificados pela sigla) que, de algum modo, me dizem algo... Sem qualquer intenção de plágio, mas SEMPRE de HOMENAGEM ao mesmos. O MEU MUITO OBRIGADA pelo que escrevem / escreveram / escreverão!" - tal como consta no início do mesmo.
No caso do Poema do Silêncio, sobre o qual deixou uma simpática mensagem, trata-se de um magnifico poema de JR - JOSÉ RÉGIO.
Não a conheço, mas das visitas que tenho feito ao seu espaço já aprendi a admirá-la. Um grande bem haja, cara Celina.
Fique bem. Até sempre.
Sofia
+
 
Jan. 10
Ceu Rosáriowrote:
Gosto do Sol de inverno meio alaranjado das sombras...

Dos silêncios esquecidos,

Renasce num voo rasante e surge do nada,...

O vento soprou, leve, doce e suave arrepia-me a pele

O vento sereno tocou-me de leve

É como se o Sol o trouxesse...











Quero,apenas,ficar quietinha...admirar o Sol

nascente de um horizonte de encantadora magia.



Quero observar a beleza do azul das nuvens

que se movimentam formando figurinhas.



Quero fitar o céu de letras em estado de êxtase!

Imóvel. Maravilhada. Completamente rendida.



Quero mirar o centro das coisas ocultas, desvendar

mistérios...ser estátua que marca um tempo esculpido.



Quero entregar-me tão somente ao lirismo

de pensamentos que estão em movimento constante!



Quero ser a alma amante que imprime em versos

eternos momentos de divina inspiração!








QUERIDA AMIGA
POR MOTIVOS PROFISSIONAIS VOU ANDAR
UM POUCO AFASTADA
LOGO QUE ME SEJA POSSIVEL, VOLTAREI!

VENHO DESEJAR TE UMA LINDA SEMANA
COMO SÓ TU MERECES!
BEIJINHOS E MUITO CARINHO
DA ♥ CÉU ♥
Jan. 9
Diogo Salwrote:
Atrevido, encantado e célere envolvo
em carinho a sua visita inesperada,
deixo um beijo, muita admiração
e votos de bom fim de semana.
 
Jan. 8
Melodie M.M.wrote:
Obrigada pelo convite aceito com muito prazer.... bem vinda ao meu cantinho
Melodie
Jan. 8
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February 09

TEU ROSTO DE SAUDADE

 
 
 
 
 
 
                 Perdido entre hastes, folhas, flores temporãs,
 
 
 
                 Teu rosto de saudade se abstém de forma
 
 
 
                 E é primavera estranha, angústia na manhã.
 
 
 
 
 
                              Celina Bittencourt.
 
 
                 Extraído do livro "CADA TEMPO UM SENTIMENTO"
 
 
 
 
 
 
 
                
February 04

SENHOR, DEIXA-ME CHORAR

 
 
 
 
 
                         Senhor, deixa-me chorar
 
                         O pranto terno que me envolve a alma
 
                         É manso sim, e triste e doloroso
 
                         E mais que um pranto um doído abraço
 
                         Que embala o coração há tanto morto
 
                         E abala a calma e me arrefece o fôlego.
 
 
 
 
                         Fazei-me oh Pai, debruçar-me ao passado
 
                         E lembrar com alegria bons momentos
 
                         Que a nós doaste e que ao passar do tempo
 
                         Surgem sutís, suaves, esfumaçados
 
                         Como imagens antigas do retrato
 
                         Que em mim guardei nesta memória gasta.
 
 
 
                         Senhor, deixa-me chorar
 
                         E apenas isto: apenas recordar!
 
 
 
                                    Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
 
 
                         
 
                        
February 03

SONHO AO REGRESSO

 
 
 
 
 
                       ...Cada acordar te subjuga à ânsia
 
                          de não ser gente e retornar criança
 
                          ao côncavo do ventre machucado.
 
 
 
                          E hás de voltar com a gratidão de outrora
 
                          ao aconchego deste amado ventre
 
                          com a paz da terra e o jeito da semente.
 
 
                                        Celina Bittencourt.
 
                                 extraído do livro "VERDE VERDADE"
 
 
 
 
 
 
 
February 01

AH, DESALMADA AURORA!

 
 
 
 
 
                  Ah, desalmada aurora, desalmada aurora
 
                  Que rouba a voz e me estrangula o canto
 
                  E torna nulo este passar das horas
 
                  E me aborrece e me transtorna o encanto.
 
 
 
                  Desgarrada a missão do amanhecer em cores
 
                  Já não sugeres alegria e espanto
 
                  Mas uma nuvem opaca resvalada em dores
 
                  E consumado choro e lágrimas e pranto.
 
 
 
                  Pois de repente se me esvai a vida
 
                  Nesta aurora sem luz e sem carmim, vencida
 
                  Entre o que foi e o que teria sido
 
                  Este mísero viver sem ti perdido.
 
 
 
                  Ah, desalmada aurora, desalmada aurora
 
                  Que torna nulo este arrastar das horas!
 
 
 
 
                              Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
                 
 
 
 
                                                
January 25

ERA A DISTÂNCIA LONGE

 
 
 
 
 
 
                  Era a distância longe, era o passar do tempo,
 
                  Terríveis pesadelos te acordavam à noite
 
                  Pensava-os sonhos, arrastar do vento
 
                  Que tange as folhas e lhes rouba o alento.
 
 
 
 
                  O sono doce, a paz interrompida,
 
                  O sobressalto, o susto, o amor-suplício
 
                  Ja nem se sabe onde, ao decorrer da vida
 
                  Foram perdidos, se tornaram angústia.
 
 
 
                  Que te venha à memória, esvaída em pranto
 
                  Apenas os momentos que em ti guardaste
 
                  Inteiros, belos, tanto e tanto ternos
 
                  Limpos de dor e sem qualquer saudade.
 
 
 
                  Pois venceste o caminho e a caminhada
 
                  É agora, filho, Deus te dá alento.
 
 
 
                          Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
               
 
 
 
                 
 
           
 
                  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
               
 
 
                  
 
                 
January 22

NÃO HOUVE DESPEDIDA...

 
 
 
 
                       Não houve despedida, mas um beijo breve
 
                       E um abraço, nem sei, com tanto alento
 
                       Unindo coração a coração,
 
                       Como antes era quando estavas dentro
 
                       Do corpo meu na almejada espera
 
                       De compor uma vida mais alegre e bela.
 
 
 
 
                       Assim nos fitamos; um olhar tão denso
 
                       Querendo sussurrar alguma coisa
 
                       Que não querias dizer e eu cogitava
 
                       Palavras tuas mas calado estavas
 
                       Cerrados lábios, coração cansado
 
                       E o respirar...não revelava nada.
 
 
 
                       Ainda as mãos agitadas, bem recordo
 
                       Deixaram tristes e molhados os olhos.
 
 
 
                              Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
January 13

UM ANJO LOURO ADEJANDO OS MUROS

 
 
 
 
               Eras, mas não sabias,
 
               Um anjo louro adejando os muros
 
               Voando entre galhos robustos da mangueira
 
               Cabelos lisos, cordas finas de uma lira
 
               Tangendo sons inaudíveis que apenas eu ouvia.
 
 
 
 
 
               Eras, mas te esqueceste
 
               O jogador das bolinhas de gude
 
               Que com mais presteza deslizavam sobre a terra plana
 
               Fazendo seu gol na interferência da luz
 
               de um sol ardente e leviano.
 
 
 
 
 
               Foste o pequeno lutador de judô e o amigo fiél
 
               Dos que venceste com a ousadia de um abraço
 
               Que a eles deixava perplexos e atentos
 
               Aos teus golpes afáveis que jamais machucavam
 
               Pois desde então teus gestos ficavam aquém do vento leve.
 
 
 
 
               Enfim, meu filho, foste um anjo louro adejando os muros
 
               O jogador de bolinhas de gude sob o sol leviano
 
               O escalador da mangueira tangendo tua lira
 
               O lutador que vencia com a leveza de um abraço
 
               E um filho que deixou as mais belas lembranças.
 
              
               Te amo.
 
 
 
                                  Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
 
 
              
 
 
 
              
 
                                               
            
 
               
 
 
January 11

JAMAIS VEREI FLORES MAIS LINDAS

 
 
 
 
 
                Jamais verei flores mais lindas
 
                Do que as que não te levei.
 
                Estavas tão longe consolando e curando as pessoas
 
                Com teu carinho e as tuas palavras
 
                Que, não sei, de repente rompeu-se-te o coração.
 
 
 
                Estraçalhou-te esse dom de misericórdia
 
                E ali, caído, pálida esvoassou-se a vida
 
                Asas brancas, tuas mãos estáticas pousaram no chão
 
                E os olhos abertos olhavam o infinito.
 
 
               
                Mesmo que eu tivesse te levado as flores,
 
                As mais jovens deste verão,
 
                Mesmo que eu tivesse te entregado todas
 
                Não poderias mais tocá-las com tua mão.
 
 
 
                Eu beijaria tua face tal qual quando nasceste
 
                Um beijo de amor, um beijo de saudade
 
                No entanto a distância levou-te antes que eu chegasse
 
                E as flores aguardarão pacientes
 
                A passagem rápida do tempo.
 
 
                Jamais verei flores mais lindas
 
                Do que estas que guardei.
 
 
 
                            Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
 
                
 
               
 
 
 
 
 
January 10

NA ULTIMA VEZ QUE TE VI

 
 
 
 
 
              Na última vez que te vi eras informal no teu traje de jovem:
 
              Bermudas floridas, alegres, com ramos de avenca e pencas de
 
              estrelas
 
              azuis, leves, de mãos dadas com o luar da hora
 
              E com o perfume que acalentava o ar quando passaste pela rua
 
              à altura do Caffé de la Paix
 
              teu reduto diário e teu ponto de histórias.
 
 
 
              Ah, Le Caffé de la Paix!
 
              de la Paix!
 
              Paix!
 
 
 
              Na última vez que te ví meu coração batia
 
              De uma alegria tola e de um langor tão triste, filho,
 
              Não sei dizer porquê. Nem sei sentir porquê.
 
              Mas meu coração era uma rosa comprimida entre o teu peito
 
              e o meu amor.
 
              Algo assim como um pássaro ferido gotejando sangue
 
              Que deixei impresso no teu corpo que veio de mim.
 
 
              Na última vez que te vi teu coração batia
 
              Meu coração batia
 
              E foi assim.
 
 
              Le Caffé de la Paix
 
              Paix...
 
 
 
                            Celina Bittencourt.
 
 
 
 
January 06

CORTARAM-ME O CORAÇÃO

 
 
 
 
 
       Cortaram-me outra vez o coração.
 
       Mas por quê, Senhor, por  quê não o deixar levar inteiro mas o deixas
 
       Sangrando dilacerado fazendo doer, arder todo o restante destes poucos dias
 
       E estremunhar em espasmos a estreita primavera que ainda existia?
 
       Agora, onde os risos que ainda soavam nas manhãs de raro sol
 
       E o saudar de pássaros gentis que me faziam sorrir, e ainda sorrir?
 
       Como não deixar que a tristeza me avassale a alma e me retorça as forças
 
       E torne cada amanhecer um sacrifício e o dormir um sonho
 
       E os sonhos pesadelos de dor?
 
       Como agradecer o dia novo se todo ele trará a marca da saudade
 
       E a sensação e o cheiro da morte?
 
       De que maneira esperar o final dos meus passos, já lentos e doídos,
 
       Andar por veredas soturnas quando meu rumo está definitivamente marcado
 
       E nada sofrerá meu coração com isso?
 
       Tão definhado está, Senhor, que pouco se lhe dá este espasmo
 
       E este sangue sofrido se jamais irei dele necessitar
 
       Pra conduzir a minha vida?
 
       Faz-me dormir o mais cedo possível o derradeiro sono
 
       E no umbral dos sonhos definidos encontrar os filhos
 
       Que de mim arrancaram sem nenhum pedido,
 
       Oh Pai!
 
 
                                     Celina Bittencourt.
 
 
 
 
 
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Membro da Academia Virtual Brasileira de Letras - cad. 780-Patrono: Odylo Costa Filho; Membro da União Brasileira de Escritores